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Trabalho de aula 05.

O objetivo deste trabalho é escrever uma notícia com dados estatísticos, no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

Juliana Barreto

Pobreza em Portugal: 1,8 milhões vivem com menos de 632 € por mês

Dados da Pordata revelam que, em 2023, 16,6% da população portuguesa - equivalente a 1,8 milhões de pessoas - estava em risco de pobreza, com um agravamento acentuado entre idosos, desempregados e quem vive sozinho. 

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Imagem gratuita em pixabay

No Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, assinalado a 17 de outubro, a Pordata divulgou novos dados que traçam um retrato detalhado da pobreza em Portugal. Em 2023, o limiar de pobreza situava-se nos 632 euros mensais por adulto, valor que corresponde a 60% do rendimento mediano nacional. Apesar da descida face a 2022, o problema continua a afetar uma parte significativa da sociedade portuguesa.

Idosos entre os mais vulneráveis

Os dados revelam que os idosos são atualmente um dos grupos mais expostos à pobreza. Em 2023, 21,1% da população com 65 ou mais anos encontrava-se em risco, uma subida expressiva face ao ano anterior. 

As pessoas que vivem sozinhas também registam uma situação preocupante. A taxa de risco de pobreza neste grupo aumentou para 28,6%, refletindo o impacto do aumento do custo de vida e da insuficiência dos rendimentos.

Desemprego e baixos rendimentos

Entre os desempregados, a probreza assume proporções ainda mais graves: 44% vivem abaixo do limiar definido. Reformados e outros inativos apresentam igualmente valores elevados, reforçando a ligação entre fragilidade laboral e exclusão social.

O relatório indica ainda que metade da população portuguesa vive com menos de 1054 euros por mês, valor que, embora tenha aumentado em termos reais desde 2009, continua baixo relativamente ao resto da Europa.

No conjunto da União Europeia, Portugal ocupa a 19º posição em rendimento mediano familiar. Apesar de alguma evolução positiva, persistem desigualdades estruturais que desafiam as políticas sociais.

Interior e litoral: desigualdades persistentes

Além disto, os dados da Pordata revelam que o risco de pobreza varia significativamente entre regiões. No interior, zonas como Terras de Trás‑os‑Montes, Alto Tâmega e Barroso e Tâmega e Sousa apresentam rendimentos médios mensais mais baixos, entre 883 € e 997 €, aproximando-se do limiar de pobreza. Já no litoral, áreas como Grande Lisboa (1 375 €) e o Porto (1 162 €) registam rendimentos mais elevados.

Juliana Barreto

Universidade do Minho

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